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Número de fertilizações in vitro mais que dobra no Brasil em quatro anos

O número de embriões congelados aumentou 763% entre 2008 e 2014. Levantamento feito pelo G1 a partir de dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, mostra que entre 2011 e 2014, o número de FIVs realizadas no Brasil, incluindo mães heterossexuais e homossexuais, aumentou 106% em quatro anos. O total de procedimentos saltou de 13.527, em 2011, para 27.871, em 2014.  Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, além da implementação das novas regras do CFM, puxaram o crescimento fatores como a maior distribuição de clínicas e bancos embrionários pelo país, a queda do preço do tratamento para se ter um “bebê de proveta” e o fato de as mulheres optarem por engravidar mais tarde.

 

Este último item, por exemplo, contribuiu ainda para um aumento na quantidade de embriões congelados no país, ação feita com o intuito de postergar a gravidez. Os dados da Anvisa mostram que, entre 2008 e 2014, o total de embriões congelados subiu de 5.539 para 47.812, alta de 763%. O número de clínicas que repassam informações à agência também cresceu no período: em 2008, elas eram 33; em 2014, eram 106.

 

Segundo a Anvisa, os estabelecimentos atuais não comportam o volume de embriões existente hoje. "[As clínicas] têm relatado uma dificuldade de armazenamento devido à grande quantidade. A Anvisa não tem o que fazer para aumentar essa capacidade", explicou Daniela Marreco, gerente de produtos biológicos do órgão governamental.

 

Quem procura mais

 

“Mulheres entre 35 e 40 anos, estabilizadas na carreira, a maioria casada, são o maior público das clínicas de fertilização. Elas nos procuram quando já não conseguem gerar um filho pelo método natural”, diz o médico Renato de Oliveira, da clínica de medicina reprodutiva Criogênesis. "O casal heterossexual ainda é maioria. Só que, cada vez mais, temos percebido um aumento na procura de casais homoafetivos", complementa.

 

Mas o que é?

 

A fertilização in vitro é um procedimento que estimula a ovulação da mulher para obtenção de células sexuais, chamadas de gametas, que são fecundadas por um espermatozoide de um doador fora do organismo, em laboratório. A partir deste momento formam-se os embriões.

 

De três a cinco dias após a fecundação, o especialista em reprodução avalia quantos desses embriões se desenvolveram para serem implantados no útero da paciente. A atual taxa de sucesso de gravidez em mulheres com até 35 anos varia entre 30% a 40%. Na década de 1990, o índice variava entre 17% e 20%.

 

Pesquisa da Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (Rede Lara) aponta que, até 2012, o Brasil era responsável por 45% das fertilizações in vitro realizadas na América Latina. A Argentina ocupava a segunda posição, com 23% do total, e o México, a terceira, com 12%.

 

Maria do Carmo Borges de Souza, especialista em reprodução humana e ex-presidente da Rede Lara, disse ao G1 que a divulgação da técnica ajudou o Brasil a ser "um campeão" de FIVs e que o número atual pode ser muito maior que o dado divulgado pela Anvisa.

 

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/05/numero-de-fertilizacoes-vitro-mais-que-dobra-no-brasil-em-quatro-anos.html

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