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Equipamentos e Tecnologias

Testes de endotoxinas: controle de qualidade laboratorial

Em laboratórios de reprodução assistida, a precisão e a segurança começam muito antes da manipulação de gametas e embriões. A qualidade dos consumíveis, superfícies e meios de cultura tem impacto direto nos resultados, e um dos controles mais importantes nesse processo é o teste de endotoxinas.

Endotoxinas são capazes de comprometer a estabilidade do microambiente de cultura, prejudicar o desenvolvimento embrionário e causar falhas silenciosas difíceis de rastrear. Por isso, o controle rigoroso desses contaminantes é parte essencial do controle de esterilidade do laboratório.

Neste artigo, apresentamos os métodos mais utilizados para detecção de endotoxinas, os impactos na rotina e como a Ingámed integra essa análise aos certificados de seus produtos.

O que são endotoxinas e por que representam risco?


Endotoxinas são componentes da parede celular de bactérias Gram-negativas. Mesmo quando as bactérias já foram destruídas, essas toxinas permanecem ativas e podem causar danos significativos, pois:

  • são resistentes ao calor e a processos comuns de desinfecção;
  • alteram o comportamento e o metabolismo celular;
  • prejudicam meios de cultura, óleos e soluções utilizadas no laboratório;
  • interferem no desenvolvimento embrionário, mesmo em níveis muito baixos.

Em um laboratório de reprodução assistida, onde a sensibilidade é extrema, o controle rigoroso é indispensável.

Onde as endotoxinas podem estar presentes no laboratório?


Embora invisíveis a olho nu, endotoxinas podem ser encontradas em:

  • consumíveis como tubos, pipetas, placas e cateteres;
  • superfícies críticas como capelas, bancadas e incubadoras;
  • meios de cultura e soluções manipuladas;
  • utensílios e materiais de coleta e processamento.

Mesmo itens novos podem apresentar endotoxinas se não houver controle rigoroso no processo de fabricação. Por isso, a seleção de fornecedores confiáveis é parte essencial da qualidade.

Métodos mais utilizados nos testes de endotoxinas


1. Método LAL (Limulus Amebocyte Lysate)

Método LAL (Limulus Amebocyte Lysate) é o padrão ouro utilizado no mundo todo para a detecção de endotoxinas. Derivado de amebócitos do caranguejo ferradura (Limulus polyphemus), o LAL reage especificamente à presença de endotoxinas.

Ele pode ser aplicado de três maneiras:

  • Gel-clot – indica presença/ausência (qualitativo);
  • Turbidimétrico – mede a turvação (quantitativo);
  • Cromogênico – mede variação de cor (quantitativo).

Ideal para consumíveis, meios de cultura, água preparada e materiais que entram em contato direto com embriões.

2. Testes rápidos para superfícies

Métodos de triagem usados para verificar rapidamente locais críticos, como:

Permitem intervenções rápidas antes que um problema afete a rotina.

3. Análise documental (CoA e validações)

Todo lote de produto sensível deve apresentar certificação clara com:

  • valor máximo permitido de endotoxinas;
  • método usado na análise;
  • rastreabilidade do lote;
  • resultados quantitativos ou qualitativos.

Essa etapa é fundamental para a validação de meios de cultura e consumíveis.

Impacto das endotoxinas na qualidade dos resultados laboratoriais


Endotoxinas podem causar problemas graves e silenciosos, como:

  • queda nas taxas de fertilização;
  • desenvolvimento embrionário lento ou irregular;
  • aumento de fragmentação;
  • falhas na transição para blastocisto;
  • instabilidade do microambiente de cultura.

Por serem efeitos sutis e cumulativos, é comum que laboratórios só identifiquem o problema após muitas análises — reforçando a importância de testes consistentes.

Boas práticas de controle e prevenção


1. Controle de consumíveis

  • Exigir certificados de baixa endotoxina para todos os itens críticos;
  • Registrar lote, validade e fornecedor no sistema interno;
  • Testar amostras antes de liberar lotes para uso clínico.

2. Higienização de superfícies críticas

  • Protocolos diários de limpeza com produtos específicos;
  • Monitoramento de capelas, incubadoras e áreas de cultura.

3. Validação interna de meios de cultura

  • Testar cada lote recebido para verificar conformidade;
  • Documentar resultados e comparar com históricos internos.

4. Monitoramento ambiental

  • Controle de partículas e fluxo de ar;
  • Verificação de temperatura e umidade;
  • Auditorias regulares da rotina do laboratório.

Como a Ingámed garante controle rigoroso de endotoxinas


Na Ingámed, todos os produtos passam por testes de endotoxinas realizados internamente, garantindo:

  • controle real da qualidade lote a lote;
  • rastreabilidade completa;
  • confiabilidade dos resultados;
  • documentação consistente para auditorias.

Os valores e validações constam nos certificados que acompanham os produtos, facilitando o processo de inspeção e aprovação pelos laboratórios clientes.

Esse cuidado reflete o compromisso da Ingámed com segurança, transparência e qualidade técnica.

Exemplos práticos na rotina do laboratório


Situações em que o teste de endotoxinas é indispensável:

  • Avaliação de um novo lote de placas para gota ou poço;
  • Conferência de cateteres e consumíveis antes de ciclos sensíveis;
  • Liberação de meios de cultura para FIV e ICSI;
  • Controle de incubadoras após manutenção técnica;
  • Revisão de laudos durante auditorias externas.

Essas ações preventivas garantem altos níveis de segurança e reduzem riscos silenciosos.

Conclusão

O teste de endotoxinas é um componente crítico do controle de qualidade laboratorial. Ele assegura que consumíveis, superfícies e meios utilizados na reprodução assistida estejam livres de contaminantes capazes de comprometer embriões e resultados clínicos.

Laboratórios que adotam processos rigorosos de validação e prevenção conquistam reprodutibilidade, segurança e previsibilidade nos ciclos.

A Ingámed reforça esse compromisso oferecendo produtos testados internamente e certificados com informações claras e auditáveis.

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